MACHICO

“... Ao dobrarem o promontório de São Lourenço, pouco antes baptizado com este nome, deparou-se aos olhos estáticos dos navegadores uma pequena, mas formosa enseada, limitada por uma praia de Calhaus rolados, que entestava com um risonho vale apertado entre abruptas e alterosas montanhas...” (In Elucidário Madeirense)

Ninguém duvida que foi Machico um dos primeiros lugares povoados, formando-se ali desde logo um importante núcleo de população.

Sobranceira ao mar e no extremo Oeste da Baía fica a antiga Capela de São Roque, no sopé da qual nascem as fontes conhecidas pelo nome do orago da mesma Capela e que brotam da rocha, quase do mesmo nível da linha de água do Oceano, tendo estas águas excelentes qualidades terapêuticas.

O Vale de Machico era revestido de espessas matas de essências indígenas, que quase desapareceram, devastadas pelo fogo e à voz do machado. Abundavam os cedros, os tis, ao folhados e sobretudo os lourais. A Cana de açúcar, foi primeiro plantada em Machico e no ensaio inicial produziram-se treze arrobas de pão de açúcar em formas.

A freguesia de Machico foi criada em 1450.

Na história de Machico ficaram assinalados os desastres provocados pelos aluviões de 1704 e 1803.

As grutas do Cavalum – canal de lava existente na margem esquerda da ribeira – são fonte de algumas lendas e são um dos pontos interessantes de Machico. O povo desde tempos remotos a considera habitação do Diabo que aparecia sob a forma de um Cavalo.

Actualmente a agricultura e pesca são as principais actividades. Produz fruta e vinho, sendo particularmente apreciado o do Porto da Cruz.

As primeiras terras arroteadas na costa do Norte, foram as do Porto da Cruz e Faial.

Próximo da costa marítima da Freguesia do Porto da Cruz existe um Ilhéu, que defronta com um pequeno Porto, sendo conhecido pelo nome de Furna o lugar de desembarque.

Deste Concelho fazem parte as freguesias de Machico, Caniçal, Porto da Cruz, Stº da Serra e Água de Pena.

Machico tem uma área de 68 Km2.